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Margem Sul lidera subida dos preços da habitação na Área Metropolitana de Lisboa

Os concelhos da Margem Sul do Tejo estão a afirmar-se como os principais motores da valorização imobiliária na Área Metropolitana de Lisboa, com aumentos homólogos superiores a 30% em alguns mercados, segundo os mais recentes dados da Confidencial Imobiliário.

De acordo com os Índices de Preços Residenciais da consultora, referentes ao primeiro trimestre de 2026, a Moita liderou a valorização anual, com uma subida de 35,6%, seguida do Barreiro e do Seixal, ambos com crescimentos próximos dos 31%.

O desempenho destes mercados contrasta com o registado em zonas tradicionalmente mais valorizadas da Área Metropolitana, como Lisboa, Oeiras e Cascais, onde as valorizações homólogas oscilaram entre 15% e 17%, embora mantendo preços significativamente mais elevados, entre os 4.800 e os 5.900 euros por metro quadrado.

Procura cresce impulsionada pela acessibilidade

Segundo a análise da Confidencial Imobiliário, a forte valorização da Margem Sul resulta sobretudo da maior acessibilidade relativa destes mercados, cujos preços permanecem entre 40% e 60% abaixo dos praticados em Lisboa, atraindo assim uma procura crescente.

Além da Moita, Barreiro e Seixal, outros concelhos da frente ribeirinha sul mantiveram também ritmos expressivos de crescimento. Alcochete registou uma valorização anual de 21,7%, Almada subiu 20,2% e o Montijo avançou 17,4%.

Preços acima dos 3.000 euros por metro quadrado

A subida acelerada dos preços está também a conduzir a novos máximos históricos na região. No primeiro trimestre de 2026, metade dos concelhos da Margem Sul já transacionava habitação acima dos 3.000 euros por metro quadrado.

Almada lidera em valor absoluto, com um preço médio de venda de 3.502 euros/m². Barreiro e Seixal ultrapassaram pela primeira vez a barreira dos 3.000 euros/m², atingindo 3.092 euros/m² e 3.066 euros/m², respectivamente.

Nos restantes mercados analisados, os preços variaram entre os 2.424 euros/m² na Moita e os 2.877 euros/m² em Alcochete.

A evolução é particularmente expressiva quando comparada com os valores registados há apenas dois anos. Em 2024, os preços variavam entre cerca de 1.700 euros/m² na Moita e 2.500 euros/m² em Almada, reflectindo a rapidez da valorização imobiliária na região.

Para Ricardo Guimarães, director da Confidencial Imobiliário, “a dinâmica recente reforça o papel da Margem Sul como um dos principais focos de valorização imobiliária da Área Metropolitana de Lisboa”, sustentada pela conjugação entre preços mais competitivos, aumento da procura residencial e uma oferta que continua insuficiente para responder ao mercado.

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