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O crédito malparado reduziu-se em Maio, face ao mesmo mês do ano passado, quer nos empréstimos para compra de habitação quer nos empréstimos a empresas, segundo dados divulgados pelo Banco de Portugal.

Em Maio, segundo as estatísticas do banco central, o ‘stock’ de empréstimos aos particulares era de 118,82 mil milhões de euros, praticamente o mesmo valor de Abril e mais 3% do que em maio de 2019.

Nos particulares destacam-se os empréstimos à habitação, cujo valor ascendia a 93,27 mil milhões de euros em Maio, semelhante a Abril e uns ligeiros 0,52% acima do valor de período homólogo.

No crédito ao consumo o valor concedido no mês em análise era de 19,05 mil milhões de euros, semelhante a Abril mas um crescimento significativo em termos homólogos, de 21,5%.

Os empréstimos a outros fins totalizavam 6,5 mil milhões de euros em Maio, menos 0,20% do que em Abril e menos 3,83% face a maio do ano passado.

Quanto ao malparado, no crédito à habitação representava 0,7% em Maio, o mesmo valor de Abril e abaixo dos 1,4% do mesmo mês do ano passado.

Já no crédito ao consumo e outros fins, o malparado representava 6,9%, acima dos 6,8% de Abril mas abaixo dos 7,9% de Maio de 2019.

Nas empresas, o ‘stock’ dos empréstimos concedidos pelos bancos era de 67,675 mil milhões de euros no final de Maio, mais 2,92% do que em Abril mas apenas mais 0,28% do que no mesmo mês de 2019.

O crédito malparado nas empresas representava 4,3% do crédito total, abaixo dos 4,4% de Abril e dos 7,5% de Maio de 2019.

Analisando pelo número total de devedores (e não pelos montantes do crédito), segundo o Banco de Portugal, 9,9% dos particulares tinham empréstimos vencidos, abaixo dos 10% de Abril mas acima dos 8,6% de Maio de 2019.

Já nas empresas, o número de devedores era de 20,2% do total em Maio, abaixo dos 20,9% de Abril mas acima dos 19,6% de maio de 2019.

Devido à crise económica provocada pela pandemia de covid-19, está em vigor a lei do Governo que permite a suspensão dos pagamentos das prestações de créditos de particulares e de empresas (capital e/ou juros). Inicialmente as moratórias eram apenas até Setembro, mas foram estendidas até fim de Março de 2021.

Há ainda as moratórias privadas, da Associação Portuguesa de Bancos (APB), da Associação de Instituições de Crédito Especializado (ASFAC) e da Associação Portuguesa de Leasing, Factoring e Renting (ALF). Estas moratórias aplicam-se aos contratos de crédito que não beneficiam da moratória pública, caso dos contratos de crédito pessoal (com excepção dos contratos de crédito ao consumo com finalidade educação, uma vez que estes já são cobertos pela moratória pública), crédito automóvel e cartões de crédito.

joaobandarra@mixandblend.net'

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