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Crédito à habitação cresce ao ritmo mais elevado em mais de duas décadas

O montante de crédito à habitação em Portugal continua a acelerar e atingiu, em Maio, o crescimento homólogo mais elevado desde Fevereiro de 2003. Os dados divulgados esta sexta-feira pelo Banco de Portugal mostram que o stock de empréstimos para compra de casa ascendeu a 115.742 milhões de euros, refletindo uma subida anual de 10,8%.

Face ao mesmo mês de 2025, o volume de crédito à habitação aumentou 10.945 milhões de euros, enquanto, em comparação com Abril, o crescimento foi de 1.150 milhões de euros. Trata-se da taxa de expansão mais elevada registada nos últimos 22 anos, evidenciando a forte dinâmica do financiamento ao mercado residencial.

O crescimento do crédito à habitação acompanha a evolução do conjunto dos empréstimos concedidos às famílias. No final de Maio, o stock total de crédito a particulares situava-se em 150.817 milhões de euros, correspondente a uma taxa de variação anual de 10,5%.

Também o crédito ao consumo e para outros fins manteve uma trajetória positiva. O montante em carteira alcançou os 35.075 milhões de euros, mais 209 milhões de euros do que em abril e uma taxa de crescimento anual de 9,2%.

Crédito às empresas desacelera

No segmento empresarial, a evolução foi mais moderada. O stock de empréstimos às empresas aumentou para 76.184,2 milhões de euros, mais 145 milhões de euros do que no mês anterior, mas a taxa de crescimento anual abrandou para 5,5%, depois dos 6,2% registados em abril.

A evolução foi diferenciada consoante a dimensão das empresas. Os empréstimos às microempresas cresceram 12,3% em termos homólogos, às pequenas empresas 7,2% e às médias empresas 0,4%. Já o crédito às grandes empresas registou uma variação anual negativa de 0,5%.

Por setores de atividade, o crédito à construção e atividades imobiliárias manteve um crescimento robusto, embora tenha registado a primeira desaceleração desde dezembro de 2025, passando de uma taxa anual de 12,1% para 11,9%.

Também o sector do comércio, transportes e alojamento desacelerou, com a taxa de crescimento a recuar de 5,8% para 4,6%. Em sentido contrário, os empréstimos às indústrias e ao sector da electricidade recuperaram, ainda que continuem em terreno positivo moderado, com uma taxa de 0,6%.

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