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Reabilitação urbana abranda no arranque de 2026 e sinaliza inversão do ciclo

O mercado da reabilitação urbana em Portugal entrou em 2026 com sinais de desaceleração, interrompendo a trajectória de crescimento observada nos últimos anos. Os indicadores mais recentes apontam para um abrandamento da actividade e uma redução da confiança no sector.

De acordo com o inquérito da AICCOPN relativo a Março, o índice de nível de actividade registou uma queda homóloga de 0,8%, enquanto o Índice da Carteira de Encomendas recuou 1,4%, reflectindo uma menor dinâmica do mercado.

Produção contratada encolhe

Também a Produção Contratada — indicador que mede o volume de trabalho assegurado a prazo — diminuiu, fixando-se em oito meses, abaixo dos 8,9 meses registados no mesmo período de 2025. Este dado sugere uma redução da visibilidade futura da actividade no sector.

Licenciamento em forte queda

O licenciamento de obras de reabilitação apresentou uma quebra expressiva de 20,1% até Fevereiro de 2026. A descida abrangeu tanto o segmento habitacional, com uma redução de 15,5%, como o não residencial, que recuou 26,9%.

Ainda assim, importa notar que estes dados dizem respeito apenas às operações sujeitas a controlo prévio municipal, não reflectindo a totalidade das intervenções de reabilitação em curso.

Sinais de mudança no ciclo

Os indicadores confirmam um arrefecimento da reabilitação urbana, num contexto mais amplo de ajustamento do sector da construção. Após vários anos de crescimento, o mercado parece entrar numa nova fase, marcada por maior cautela, menor ritmo de licenciamento e redução do volume de actividade prevista.

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