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Century21 Portugal


A situação originada pela COVID-19 está a criar um contexto histórico sem precedentes, a nível global. Uma vez que continuamos imersos nesta pandemia, ainda é muito cedo para determinar o seu impacto real, mas a verdade é que este novo cenário que enfrentamos tem levado muitos portugueses a repensar o que pretendem da sua habitação, no futuro.

Casas maiores, com terraços, espaço para teletrabalho e edifícios com amplas áreas comuns para as crianças brincarem são as características mais repetidas. São precisamente essas evidências e novas necessidades que estimularam 45% dos entrevistados a assumirem que pretendem mudar de casa, de acordo com o estudo “Impacto da COVID-19 nos critérios da habitação em Portugal” realizado pela CENTURY 21 Portugal.

A verdade é que o mercado imobiliário residencial tem revelado uma grande resiliência face à actual crise pandémica. Após o primeiro confinamento, a procura – impulsionada por estas novas necessidades, pelas baixas taxas de juro e pela disponibilidade do crédito à habitação – tem permitido gerar uma sólida dinâmica de mercado.

Neste contexto, a tentação de muitos agentes imobiliários e brokers de assumirem um posicionamento oportunista para tentarem uma venda rápida – sem preparar devidamente os imóveis para venda, sem maximizar a exposição do imóvel no mercado e, sobretudo, limitando a acesso ao imóvel a todos os agentes imobiliários do mercado e aos seus clientes – é maior do que nunca, porque há a expectativa de encontrarem compradores sozinhos e sem efectuarem grande investimento, ou cooperação.

É ótimo que a mediação imobiliária esteja a ter sucesso neste ciclo de mercado e que se estejam a realizar mais negócios. Contudo, é fundamental ter uma visão de médio a longo prazo, compreender quais são as principais necessidades e expectativas dos nossos clientes, quando optam por trabalhar com um agente imobiliário. E neste aspeto é fundamental que os clientes sejam e estejam constantemente informados, que sejam acompanhados e tranquilizados, ao longo de todas as fases do processo.

Igualmente importante é também assegurar a gestão eficiente dos procedimentos da transação imobiliária através de equipas  especializados, em cada fase do processo, desde o momento da angariação, até aos serviços de após-venda. 

Esta perspetiva do negócio está focada no cliente. Implica uma enorme especialização e obriga a que o nosso trabalho diário se oriente para um profundo conhecimento do mercado, explorar o nosso círculo de influência pessoal e das zonas em que intervimos, passando a trabalhar com uma melhor seleção de clientes que confiam em nós, enquanto interlocutores únicos com o mercado, no processo de compra, venda ou arrendamento dos seus imóveis.

Esta é a única forma de aumentar a nossa credibilidade enquanto sector, a nossa eficácia na concretização dos negócios e na geração de valor que aportamos ao mercado e aos nossos clientes. Esta perspectiva de trabalho obriga a indústria imobiliária – em particular a mediação imobiliária – a abandonar a lógica de isolamento e gestão pouco transparente da informação, que caracterizou o mercado no passado, para passar a uma lógica de partilha de informação e cooperação.

É imperativo procurar um equilíbrio entre a colaboração e a competição saudável, quer entre as nossas equipas, quer com os nossos concorrentes. É uma responsabilidade de todos credibilizar, de vez, a mediação imobiliária e ganhar a confiança do mercado. Para isso, este sistema de partilha e cooperação tem que ser generalizado também fora das redes. Na verdade, hoje, os melhores profissionais imobiliários -dentro, fora ou entre redes – já assumiram a liderança desta necessária mudança e colocaram os interesses dos seus clientes à frente de qualquer preconceito e estão a partilhar negócios e informação.

Em conclusão, acredito que a mediação imobiliária assenta hoje na necessidade das empresas centrarem a sua actuação em três eixos – ética, técnica e cooperação – com níveis superiores de profissionalismo. Temos que ser tecnicamente melhores e isso passa pela orientação para o cliente, pelo foco na especialização e nas melhores práticas comerciais de preparação dos imóveis para a venda física e promoção no ecossistema digital, recorrendo a home staging, multimédia, fotografia profissional, vídeo, decoração digital, realidade virtual e à elaboração de um plano de marketing que maximize a visibilidade do imóvel do mercado.

Devemos assumir os valores e princípios éticos da nossa profissão na relação com os clientes e com os operadores de mercado, demonstrando um inequívoco respeito por todos os mediadores e por todos os consumidores. Deontologicamente, devemos ter os interesses dos nossos clientes sempre em mente e em primeiro lugar, para assegurar o melhor serviço a quem nos procura para vendar, comprar ou arrendar uma casa, e reforçar a credibilidade e a confiança no nosso sector.

Em termos de cooperação, e mesmo quando trabalhamos em exclusividade, temos a obrigação de facultar o acesso à nossa carteira de imóveis a todos os clientes compradores representados por mediadores imobiliários devidamente licenciados para a prática da atividade, permitindo visitas e apresentando todas as propostas aos nossos proprietários.

É incontornável competir com as melhores práticas concorrenciais, cooperar de forma transparente para potenciar a venda dos imóveis e para atrair e fidelizar clientes. Só assim poderemos assegurar o melhor serviço aos clientes e reforçar a credibilidade e a confiança no nosso sector.

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Publicado na edição nº16 da revista REAL ESTATE

Fundador de la #franquicia #inmobiliaria @C21Spain y @C21Portugal Entrepreneur who was born in Santarém in 1979 and who has always loved everything that has to do with engines, cars and competition. He has been a federated karting and motorsport member since the age of 15. It was in motor sports that he had his first experience in management and it was here that he began to feel a fascination for entrepreneurship: when only 17 he faced the challenge of managing his racing team and undertook responsibility for all the steps necessary to obtain sponsorship, mange the budget, set budget priorities and hire support resources. He was never a champion in this sport, but several he won domestic and foreign prizes, and participated in international competitions a number of times. However, he always had the ambition to have his own company. This was following a career in the automobile, new technologies and real estate sectors. As a Realtor he identified the opportunity to represent the prestigious brand Century 21 in Portugal. That was at the end of 2004 and so 21 Century Portugal was born. Recognition of the work carried out at a time when the economy was undergoing a corrective phase was the invitation for the Portuguese team to head the entry into the Spanish market and take on the same role in Spain in 2010. The year of 2010 was also when he was elected Vice-President of the Portuguese Franchising Association. His desire to start his own project and be able to contribute to the professionalization of the real estate sector in the Iberian market provide the personal motivation to lead this project.

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