No primeiro semestre, foram compradas 730 casas por investidores de 52 países no valor de 465,2 milhões de euros na Área de Reabilitação Urbana de Lisboa – ARU, território que abrange praticamente toda a cidade, excetuando as freguesias de Santa Clara, Lumiar e Parque das Nações. Os dados referem-se apenas a aquisições de habitação realizadas apenas por compradores particulares, divulgados pelo a Confidencial Imobiliário.
Face ao mesmo período de 2024, quando os estrangeiros realizaram 795 aquisições no valor de 463,7 milhões de euros, provenientes de 58 mercados emissores, o nível de actividade registou poucas alterações. Em termos de ticket médio de investimento, os estrangeiros aplicaram 635,5 mil de euros por transacção no 1º semestre deste ano, mais 9% do que os 583,3 mil de euros investidos em igual período do ano 2024.
Os norte-americanos lideraram as compras internacionais, com 130 imóveis adquiridos no valor de 113,6 milhões de euros, representando 18% das operações e 24% do montante aplicado por não residentes no 1º semestre deste ano. Os brasileiros surgem em segundo lugar, com 80 transacções que totalizaram 52,2 milhões de euros, correspondendo a 11% do volume tanto em número de casas como em capital investido. Seguem-se os franceses, igualmente com 80 transacções aquisições, no valor de 48,6 milhões de euros, o que traduz quotas de 11% das compras e 10% do investimento estrangeiro.
Entre as freguesias mais procuradas pelos compradores internacionais destacam-se Estrela e Arroios, ambas com cerca de 90 transacções, o que representa 12% do total das compras de estrangeiros. No que toca ao volume de capital, a Estrela volta a liderar, com 82,7 milhões de euros (18% do total), seguida de Santo António, que captou 71 milhões de euros (15%).
No conjunto do mercado residencial da ARU de Lisboa, os estrangeiros foram responsáveis por 24% das transacções e 32% do investimento. Já os compradores portugueses realizaram 76% das aquisições — 2.350 imóveis — num total de 996,9 milhões de euros, registando um ticket médio de 424,4 mil euros, valor 50% inferior ao dos investidores internacionais.