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A Bloomberg escreve um extenso artigo sobre a queda do investimento chinês em Portugal, um investimento que dominou o nosso país na última década, tendo perdido terreno para os norte-americanos.

No artigo, a razão não se prende com a falta de procura por parte dos chineses, “muito pelo contrário: os chineses mais ricos estão a tentar sair – ou pelo menos a preparar um plano de backup – já que a política Covid-Zero do país prejudicou o crescimento económico. A consultoria de migração de investimentos Henley & Partners estima que 10.000 residentes de elevado património líquido procuram retirar 48 mil milhões de dólares da China este ano. No passado, alguns utilizaram o programa dos vistos dourados como rota de fuga”. No entanto, os impedimentos entre os governos de ambos os países não tem ajudado neste processo, nem a União Europeia tem facilitado nesse tema. É do conhecimento geral que muitos países já estão a desistir do programa. Portugal também já limitou as atribuições destes vistos  e as restrições de viagens da China com a Covid também não tem facilitado este investimento.

Bernardo Mendia, secretário-geral da Câmara de Comércio e Indústria Portugal-China, disse à Bloomberg que o investimento chinês em Portugal na última década foi muito além da compra de imobiliário, estendendo-se a participações em empresas de distribuição de energia, saúde, finanças, construção e aviação. “O resultado combinado foi a maior onda de investimento chinês de todos os tempos no país”, revelou o responsável.

Os números oficiais mostram que o país concedeu cerca de 10.000 vistos de investimento desde 2012, principalmente para cidadãos chineses. No entanto, apenas 16% dos candidatos aprovados são chineses durante este ano, abaixo dos 81% em 2014, de acordo com dados do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras de Portugal e do Investment Migration Insider.

Mesmo que o entusiasmo de Portugal pelos investidores chineses tenha diminuído, os mais ricos continuam a deixar sua marca. Jack Ma, do Alibaba, visitou recentemente Lisboa à procura de possíveis investimentos, segundo Anabela Campos, coautora de “Negócios da China”, que analisa o papel do investimento chinês na economia portuguesa.

A Bloomberg avança ainda que o principal dos investidores da China em Portugal, é o bilionário Guo Guangchang, copresidente do conglomerado Fosun. Ele foi um dos primeiros magnatas chineses atraídos pelas privatizações, adquirindo participação na maior seguradora do país, bem como em bancos, operadora de saúde e distribuidora de energia eléctrica.

Quanto aos vistos gold as novas restrições e atrasos nos vistos significam que as empresas de imigração estão a mudar o foco para mercados como Grécia e Malta, salientou Y Ping Chow, chefe da Liga Chinesa em Portugal, um grupo com sede em Lisboa que promove a comunidade chinesa. Os vistos dourados agora representam apenas 3% dos negócios imobiliários em Portugal, de acordo com Paulo Silva, chefe da consultoria imobiliária Savills em Portugal.

No entanto, os investidores chineses que estão consolidados em Portugal, não pretendem vender, nem deixar o nosso país e irão continuar a investir.

joaobandarra@mixandblend.net'

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