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CENTURY 21 coloca o acesso à habitação no centro do debate em Madrid

O Instrumento Financeiro para a Reabilitação e Revitalização Urbanas (IFRRU) 2020 já celebrou 15 contratos de financiamento no valor de 77 milhões de euros.

A CENTURY 21 Portugal e Espanha promove, no próximo dia 23 de setembro, entre as 10h00  e as 11h30, no Edifício Beatriz, em Madrid, o “Real Estate / Real Life – A Habitação não cabe no Excel“, uma iniciativa dedicada aos desafios do acesso à habitação e às tendências que estão a transformar o mercado imobiliário.  O debate pretende colocar no centro uma realidade que nem sempre é captada pelos indicadores agregados: a evolução dos preços de uma casa não traduz, por si só, a capacidade financeira de uma família para a adquirir.

A sessão decorre numa semana que reúne na capital espanhola vários dos principais especialistas e profissionais do setor imobiliário e terá como ponto de partida a apresentação do estudo da CENTURY 21 dedicado ao acesso à habitação apresentado este ano, seguindo-se uma análise das tendências e dos desafios que atualmente marcam o mercado.

Ricardo Sousa, CEO da CENTURY 21 Portugal e Espanha, estará presente para partilhar uma perspetiva ibérica sobre os desafios que condicionam o acesso à habitação, fazendo a ponte entre os mercados português e espanhol.

O aumento do custo do crédito acrescenta pressão a um mercado já pressionado

Esta realidade ocorre, além disso, num momento em que o financiamento volta a ficar mais caro. O Banco Central Europeu aumentou as taxas de juro a 10 de setembro, pela segunda vez este ano, para 2,50%. O Euribor a 12 meses, referência para a maioria dos créditos à habitação de taxa variável em Espanha, encontra-se já em máximos do ano, acima dos 3%, face aos 2,08% registados há 12 meses.

O efeito repercute-se em toda a cadeia. Os créditos à habitação já contratados a taxa variável veem a sua prestação aumentar a cada revisão, pelo que, atualmente, quem procura comprar casa se depara com um financiamento mais caro, o que reduz o valor da habitação a que pode aspirar ou eleva a sua taxa de esforço para níveis acima do recomendado.

O impacto chega também ao arrendamento: quem não consegue suportar uma prestação de crédito à habitação mais elevada adia a compra e permanece mais tempo no mercado de arrendamento, mantendo a pressão sobre rendas que já estão a crescer muito acima dos salários.

“Muitas famílias que não conseguem aceder ao mercado de compra ficam presas num arrendamento cada vez mais caro, num mercado com pouca oferta e que continua a ser muito informal”, refere Ricardo Sousa, CEO da CENTURY 21 Portugal e Espanha.

Um debate pensado para refletir, não apenas para informar

Ricardo Sousa irá também apresentar uma perspetiva ibérica, comparando a situação espanhola com a portuguesa, onde a pressão afeta tanto a compra como o arrendamento. Entre os oradores confirmados está Gonzalo Bernardos, especialista em economia e mercado imobiliário, autor e diretor do Informe Inmobiliario Forcadell da Universidade de Barcelona, consultor de empresas e assessor de investidores através da Fundação Bosch i Gimpera da Universidade de Barcelona.

Por sua vez, Ismael Kardoudi, do portal imobiliário Fotocasa, irá apresentar uma leitura complementar sobre a evolução do mercado. O debate será moderado por Patricia Gijón, jornalista especializada em Economia e Real Estate da estação Onda Cero.

Mais do que procurar uma resposta única para o problema da habitação, “A Habitação não cabe no Excel” pretende devolver às pessoas o lugar que ocupam na conversa sobre habitação, não como uma mera cifra dentro de um indicador, mas como a razão pela qual esse indicador deve ser relevante.

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