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Avaliação bancária atinge novo máximo de 2.228 euros o metro quadrado

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O valor mediano de avaliação bancária para habitação situou-se em 2 228 euros por metro quadrado (m²) em Junho de 2026, correspondendo a um aumento de 16,6% face ao mesmo mês do ano anterior, segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Relativamente ao mês anterior, o valor aumentou 20 euros por metro quadrado (0,9%). A Região Autónoma dos Açores registou o maior crescimento mensal, com 3,1%, sendo a única região onde não se verificaram descidas.

O número total de avaliações bancárias consideradas no mês foi de aproximadamente 33 600, representando uma diminuição de 5,5% face a maio, mas um aumento de 3,0% em relação a Junho de 2025.

Em relação aos apartamentos, o valor mediano da avaliação foi de 2 613 euros/m², um acréscimo homólogo de 18,3%. As regiões da Grande Lisboa e Algarve apresentaram os valores mais elevados, com 3 411 euros/m² e 2 988 euros/m², respetivamente, enquanto o Alentejo e o Centro registaram os valores mais baixos, em torno de 1 711 euros/m².

O crescimento homólogo mais expressivo nos apartamentos também ocorreu nos Açores, com 25,7%. Em termos mensais, o valor subiu 1,3%, com o Alentejo a registar o maior aumento (8,0%).

Nas moradias, o valor mediano de avaliação situou-se em 1 600 euros/m², 15,2% acima do valor registado em junho de 2025. Os valores mais elevados foram observados na Grande Lisboa (2 900 euros/m²) e no Algarve (2 795 euros/m²), com o Centro e o Alentejo a apresentarem os valores mais baixos (1 153 euros/m² e 1 276 euros/m², respetivamente).

A região Oeste e Vale do Tejo destacou-se pelo maior crescimento homólogo nas avaliações das moradias (19,3%). Em termos mensais, o valor subiu 1,2%, com a única descida registada no Alentejo (-0,2%).

O INE indicou ainda que, em Junho, as tipologias T1, T2 e T3 representaram 92,6% das avaliações de apartamentos, enquanto as tipologias T2, T3 e T4 representaram 88,1% das avaliações de moradias.

Em termos regionais, a Grande Lisboa (50,3%), o Algarve (32,0%) e a Península de Setúbal (23,9%) apresentaram os valores mais elevados em relação à mediana nacional. Por outro lado, as regiões de Beira Baixa, Beiras e Serra da Estrela e Alto Alentejo registaram os valores mais baixos, com variações negativas superiores a 50% face à mediana do país.

O inquérito realizado pelo INE abrange sete instituições financeiras que representam cerca de 90% do total de novos créditos à habitação concedidos em Portugal. Os resultados referem-se a avaliações bancárias efetuadas no mês de referência e nos dois meses anteriores, considerando habitações com áreas entre 35 m² e 600 m².

O INE alerta que as estimativas podem reflectir variações qualitativas das habitações avaliadas em cada período e que as taxas de variação mensais podem ser influenciadas por efeitos sazonais.

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