O mercado residencial deu sinais de arrefecimento no verão: entre junho e agosto, os preços de venda das casas subiram 4,3% face aos três meses anteriores (março a maio), uma taxa de crescimento inferior aos 6,0% registados no verão do ano passado. No período em análise foram vendidas 37.600 casas em Portugal Continental, uma redução de 3,8% em relação aos três meses anteriores. Os dados são divulgados pela Confidencial Imobiliário com base no Índice de Preços Residenciais e no SIR – Sistema de Informação Residencial.
Ao longo de 2025, a média trimestral de vendas rondou as 41.000 casas, acima quer da atividade registada neste verão quer da média trimestral apurada para 2026, que se situa nas 38.000 unidades, sinal de que o mercado tem transacionado este ano num patamar inferior ao do ano passado.
A quebra das vendas neste verão concentrou-se exclusivamente no segmento de casas usadas: foram transacionadas 31.140 casas usadas entre junho e agosto, menos 5,1% do que no trimestre anterior (março a maio). Já as casas novas seguiram a tendência inversa, com 6.455 unidades vendidas, mais 3,1% em cadeia. Este comportamento reforçou o peso das casas novas no total do mercado, que passou a representar 17% das vendas no verão, acima dos 16% observados no trimestre anterior e dos 15% observados, em média, ao longo de 2025.
Apesar da travagem, os níveis de preços mantêm-se elevados. O valor médio de venda no país atingiu os 3.217€/m² no verão, fixando-se em 3.978€/m² no caso da habitação nova e em 3.057€/m² no da habitação usada, segundo os dados do SIR.