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Ricardo Sousa, CEO da Century21 garante que os Vistos Gold ainda são um chamariz para os estrangeiros comprarem casa em Portugal e que esta deve ser uma oportunidade bem explorada para atrair investimento estrangeiro para o nosso país.

 

Mesmo com possibilidade de acabar com o programa dos Vistos Gold,no mês passado, o investimento captado em vistos gold cresceu 60% em termos homólogos. O investimento captado aumentou 60% em Maio, face a igual mês de 2017, para 73,6 milhões de euros, de acordo com os dados estatísticos do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF).

Em Maio, o investimento resultante da Autorização de Residência para a actividade de Investimento (ARI), como também são conhecidos os vistos gold, atingiu os 73.637.544,40 euros, uma subida de 60% em termos homólogos (45.869.824,93 euros). Relativamente a Abril, o investimento subiu 15,7%. Do total do montante captado em Maio, a maior parte continua a corresponder à compra de bens imóveis (67.024.318,92 euros), enquanto a transferência de capital ascendeu a 6.613.225,48 euros.

Ricardo Sousa, CEO da Century21 garante que os Vistos Gold ainda são um chamariz para os estrangeiros comprarem casa em Portugal e que esta deve ser uma oportunidade bem explorada para atrair investimento estrangeiro para o nosso país, quer para o mercado imobiliário, quer para outros sectores. “Contudo, este aumento deve-se, sobretudo, ao desbloqueamento dos processos de atribuição de vistos”, esclarece.

No mês passado, foram atribuídos 120 vistos “dourados”, dos quais 114 por via do critério de aquisição de imóveis. Do total destes últimos, 12 foram concedidos através de compra de imóveis para reabilitação urbana.

Nos primeiros cinco meses do ano, o investimento captado atingiu os 431.179.769,64 euros, o que corresponde a uma queda de 22,6% face aos 557.196.055,93 euros registados em igual período de 2017.

A China lidera a lista de ARI atribuídas (3854 até Maio), seguida do Brasil (553), África do Sul (246), Rússia (219) e Turquia (213).

Apesar do argumento que é apenas o Visto que estimula ao investimento estrangeiro, o CEO da Century admite que que este perfil de cliente será pouco relevante no mercado imobiliário residencial. “São clientes que valorizam sobretudo a obtenção do visto de residência e apresentam comportamentos muito voláteis, alterando as suas preferências de país de investimento com muita facilidade. E a verdade é que há vários países na Europa e no mundo a oferecer esta solução”, explica.

joaobandarra@mixandblend.net'

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