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Rcardo Sousa no Observatório Imobiliário Portugal

Ricardo Sousa, CEO da Century 21 revela que é importante os sinais que o Banco de Portugal está a passar ao mercado e “que a rede CENTURY 21 vem alertando à vários meses

O Banco de Portugal está preocupado: O rendimento dos portugueses não aumenta ao ritmo dos preços das casas que aumentou 30% desde 2013 e a tendência é de subida.

Segundo o Instituto Nacional de Estatística – INE, os preços dispararam, em média, 12,2% no primeiro trimestre deste ano em comparação com o mesmo período de 2017. Também para o mesmo período, os dados do Eurostat indicam que Portugal teve a quarta maior subida dos preços das casas da União Europeia.

Ricardo Sousa, CEO da Century 21 revela que é importante os sinais que o Banco de Portugal está a passar ao mercado e “que a rede CENTURY 21 vem alertando à vários meses”. Contudo, admite que existem em Portugal vários mercados e muita desta evolução de preços deve-se a investimento na reabilitação dos edifícios e imóveis, na regeneração urbana de varias zonas das cidades e na aposta em posicionar os imóveis reabilitados e novos num segmento médio alto e luxo.

No entanto, admite que já se está a registar uma crescente aposta em projectos de reabilitação e obra nova em segmentos médio e médio baixo que irá equilibrar o mercado e “obrigando os proprietários de casas usadas a colocar os seus imóveis no mercado a preços mais competitivos”.

A Proteste Investe também já tinha revelado sobre os sinais de sobrevalorização dos preços das casas, tendo avançado que em 18 municípios da Área Metropolitana de Lisboa, o preço médio das casas anunciadas num site da especialidade estava acima do valor médio de avaliação bancária. “35% no caso dos T2 e 30% no caso dos T3. Na prática, isto significa que o sector bancário está a financiar imóveis que são vendidos por um preço superior ao da avaliação bancária”, revela a Proteste.

A defesa do consumidor adianta ainda que a avaliação predial do imóvel deveria servir de indicador para o preço de venda. “Quando o Código do Imposto Municipal sobre Imóveis entrou em vigor, esperava-se que a avaliação dos imóveis para efeitos tributários se aproximasse entre 80 a 90% do valor do mercado. No entanto, o que se paga por um imóvel é sempre mais do que o valor do registo predial ou da própria avaliação feita pelos avaliadores certificados”.

Portabilidade das avaliações para efeitos de crédito habitação para consultores

Alerta ainda que falta regulação ao mercado: “Os principais agentes imobiliários, que definem os preços de mercado, não são obrigados a ter formação certificada sobre avaliação imobiliária. Se o imóvel for comprado sem recurso ao crédito, este facto deixa os compradores desprotegidos, pois o preço do imóvel é fixado pela simples análise comparativa do mercado de imóveis com características semelhantes”.

Este é um tema sensível a Ricardo Sousa onde esclarece que “a formação é de facto um pilar fundamental para o sector, na rede CENTURY 21 existe uma formação obrigatória inicial de 40h presenciais, mais formação online e formação on job para que os consultores imobiliários se possam certificar para começar a trabalhar directamente com Clientes. Temos também colaborações estratégicas com empresas de avaliação certificadas para apoio da nossa rede nesta temática. Neste sentido, consideramos que a introdução da portabilidade das avaliações para efeitos de crédito habitação que pudessem ser solicitadas no momento da angariação dos imóveis seria um avanço extraordinário para uma maior transparência no mercado imobiliario residencial”.

O BdP deixa transparecer no seu relatório a sua preocupação, “o rendimento médio disponível em Portugal tem vindo a aumentar desde 2014. Contudo, como a média global do valor das casas também tem aumentado, a relação entre o preço dos imóveis e o rendimento disponível das famílias está quase aos níveis da anterior crise. Podemos estar financeiramente menos preparados para uma subida das taxas de juro de referência do mercado, tendo em conta este rácio, as taxas de juro implícitas ao crédito à habitação e a taxa de poupança das famílias (na altura, mais elevada)”.

O Banco Central indica que para agravar esta situação são estimativas para o próximo triénio que são de uma clara desaceleração: de 2,7% em 2017, a previsão desce para 1,7% em 2020.

“A possível correção no mercado também pode vir do lado da oferta, com mais habitação disponível e a consequente redução dos preços se a procura se mantiver estável. Este factor é positivo para quem quer comprar casa, mas negativo para quem já comprou, pois vai ficar com um imóvel sobrevalorizado”, salienta a Proteste Investe.

joaobandarra@mixandblend.net'

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