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Century21 Portugal


Seja porque a família aumenta ou porque os filhos saem de casa, ou por uma desagregação familiar, estas são sempre as principais razões para procurar uma nova casa.

Segundo o Estudo “I Observatório do Mercado da Habitação em Portugal” realizado pela Century 21 Portugal, a procura de casa – para comprar ou para arrendar – está muito associada a alterações na estrutura familiar, razão apontada por 50,1% dos consumidores inquiridos no âmbito deste estudo. Em primeiro lugar, com 18,9%, surgem as razões associadas ao início de uma vida em comum, como casamento ou união de facto, enquanto 13,7 % aponta como razão para a aquisição de casa o desejo de ter uma vida independente da família. Já 12% afirma que precisa de uma casa maior para aumentar o agregado familiar e 3,8% assinala motivos de separação ou divórcio. Apenas 1,7% indica a diminuição do agregado familiar como motivo da procura de outra habitação.

A vontade de ter uma casa melhor, ou com uma área maior, impulsiona 15,1% dos inquiridos a mudar de habitação e passar do arrendamento para uma habitação própria motiva 13,6%. O trabalho é a razão apontada para a mudança de casa por cerca de 7,2% dos inquiridos, porque pretendem estar mais perto do local de emprego, ou por questões de mobilidade profissional.

O relatório da Century 21 indica ainda que as motivações para a procura de casa estão também muito ligadas à idade. Nos mais jovens, com idades entre os 18 e os 40 de idade, o fator que mais impulsiona a procura de habitação é o início de uma vida a dois. Já na faixa etária dos 30 aos 39 anos, 18,9% dos inquiridos apontam como segunda razão para a mudança de habitação o desejo de passar do arrendamento para casa própria e 18,3% alegam a necessidade de uma casa maior para aumentar a família.

“À medida que a idade avança – acima dos 40 anos de idade – a razão mais comum para procurar habitação prende-se com o desejo de mudar para uma zona ou para uma habitação melhor. Já a partir dos 50 anos, surge a necessidade de passar para uma casa menor, porque a família diminui. Por zona geográfica, destaca-se o Algarve, onde a razão mais frequente para comprar ou arrendar habitação é a necessidade de uma casa um pouco maior, associada ao aumento da família (16,5%)”, lê-se no estudo.

Se na procura estas são as principais razões, na oferta as motivações são semelhantes. Entre as principais razões para vender ou arrendar a habitação, 15,8% dos inquiridos indicam que pretendem mudar-se para uma zona ou casa melhor, enquanto 11,1% alegam motivos de mobilidade profissional. Para além disso, as alterações da vida familiar – como o casamento, aumento ou redução da família, início de vida a dois, ou divórcio – assumem um peso de 31,5% na decisão de arrendar ou colocar à venda a habitação.

“Na primeira etapa da vida adulta, a estabilidade profissional e a vida em casal geram a necessidade de consolidar o lugar de residência e que se aposte no sonho da maioria dos portugueses: adquirir habitação própria. Mais tarde, com a chegada dos filhos, surge o desejo de mudança e de procurar uma casa com mais quartos, com proximidade a escolas, zonas desportivas, boas comunicações e centros de lazer. Com o passar do tempo, a vivência familiar altera-se – os filhos vão estudar para fora, ou tornam-se independentes- e as casas enfrentam essa inevitabilidade, com assoalhadas vazias. A partir dos 55-60 anos, os proprietários voltam a pensar em mudar de casa, para que esta se ajuste às suas novas necessidades de espaço e de acesso a serviços básicos, tais como zonas comerciais e centros de saúde. Este estudo disponibiliza uma avaliação detalhada das motivações – da procura e da oferta – e das necessidades de habitação em cada etapa da vida”.

joaobandarra@mixandblend.net'

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