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Ricardo Sousa, CEO da Century 21, admite que a subida dos preços irá dinamizar os mercados periféricos das principais cidades, com a deslocação da procura para estas zonas, que apresentam valores mais ajustados ao poder de compra dos portugueses

 

A subida de preços das casas estão a preocupar os agentes imobiliários. O preço de venda das casas em Portugal (Continental) subiu 14,2% em Março de 2018 face ao mesmo mês de 2017, de acordo com os mais recentes resultados do Índice de Preços Residenciais (IPR) da Confidencial Imobiliário.Um indicador apurado a partir da informação sobre preços efectivos de transacções captados no âmbito do SIR-Sistema de Informação Residencial.

 

Uma situação que traz consequências ao mercado. Ricardo Sousa, CEO da Century 21, estima que actualmente, se verifica um maior gap entre a oferta e a procura, em especial na procura nacional, que está a assistir a uma subida mais rápida dos preços das casas, que o rendimento disponível das famílias não está a acompanhar. “Esta situação irá dinamizar os mercados periféricos das principais cidades, com a deslocação da procura para estas zonas, que apresentam valores mais ajustados ao poder de compra dos portugueses”, salienta.

O estudo revela ainda que a variação homóloga obtida no 1º trimestre de 2018 é não só a maior do presente século, como é mesmo necessário recuar ao 1º trimestre de 1992, ou seja, 26 anos, para encontrar um registo de evolução dos preços superior ao agora verificado (a valorização foi então de 16,1%). Este comportamento leva a que, pela primeira vez desde a crise financeira, os preços das casas tenham superado o pico máximo atingido no mercado (3º trimestre de 2007), estando agora 2,1% acima. No final do ano passado, apesar da recuperação que se vem sentindo desde a segunda metade de 2013 e que intensificou o ritmo a partir de meados de 2015, os preços das casas mantinham-se 0,9% abaixo desse pico de há mais de dez anos.

Ricardo Sousa, admite que neste momento, “aproximadamente 15% da procura desiste de comprar porque não encontra o que procura, seja pela tipologia pretendida, seja pelo preço”. O responsável admite no entanto, que a subida do crédito habitação e também a maior flexibilidade para procurar outras zonas, em mercados mais periféricos, “está a permitir que os portugueses encontrarem soluções de habitação ajustadas às suas necessidades”.

O SIR revela também que a subida registada no 1º trimestre deste ano volta a acelerar o ritmo de valorização homóloga das casas, que nos dois trimestres anteriores tinha sido de respectivamente 10,0% e 12,8%, confirmando a tendência de intensificação que se vem fazendo sentir desde o 3º trimestre de 2015 e que foi apenas interrompida (e de forma muito ligeira) no final de 2016. Este resultado é também influenciado pelo crescimento trimestral dos preços há 11 trimestres consecutivos. Em Março, a taxa de variação trimestral atingiu os 3,1%, mantendo este indicador acima do patamar dos 3,0%, um patamar observado desde meados do ano passado.

Uma situação que pode também afastar os investidores estrangeiros, apesar do CEO da Century21 afirmar que não estão a sentir essa tendência. “Contudo, estamos cada vez mais a direcionar a procura internacional para outros mercados – fora dos grandes polos de maior atração turística e imobiliária – e para diversas regiões turísticas de Portugal”, garante Ricardo Sousa.

joaobandarra@mixandblend.net'

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