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Saber de aquisições de imóveis por compradores não residentes já é possível. O Instituto Nacional de Estatística dispõe agora de novos indicadores estatísticos relativos a este mercado. Esta informação, vem ampliar o leque de produtos divulgados – e o conhecimento – sobre o mercado de transacções de imóveis em Portugal.

A divulgação desta informação sobre a compra de imóveis por não residentes por parte do INE baseia-se exclusivamente em fontes de natureza administrativa, provenientes da Direcção Geral da Política de Justiça.

Em 2017, por exemplo, a nova ferramenta proporciona-nos o conhecimento de que 11,5% das aquisições de imóveis foram efectuadas por não residentes em Portugal

Segundo o INE, “a utilização de dados administrativos na produção de estatísticas oficiais possibilita ganhos de eficiência significativos, ampliando o serviço público de divulgação de informação pertinente para a sociedade, uma das linhas fundamentais de desenvolvimento do Sistema Estatístico Europeu”.

Com o lançamento deste novo produto — diz o INE — “é alargado o leque de informação disponibilizado sobre o mercado de transacções de imóveis”. O INE já publicava informação para o acompanhamento de segmentos específicos do mercado imobiliário, sendo que a informação agora divulgada, para o período 2012-2017, tem um âmbito mais vasto – refere-se prédios urbanos (total e em propriedade horizontal), rústicos e mistos, independentemente da sua utilização (habitação, comércio, serviços, indústria, etc.) e da natureza dos intervenientes (pessoas singulares ou coletivas) – permitindo ampliar o conhecimento sobre o mercado de transacções de imóveis em Portugal.

Quase metade dos imóveis adquiridos por não residentes localizavam-se no Algarve

Os resultados disponíveis para 2017, indicam que 7,7% dos imóveis transaccionados em Portugal foram vendidos a não residentes, correspondendo a 11,5% do valor total transaccionado. As vendas de imóveis a não residentes aumentaram 19,2% em número e 22,6% em valor, face a 2016. À semelhança do ano anterior, foram os residentes em França que mais imóveis adquiriram em Portugal (19,6% do valor total), seguidos pelos residentes no Reino Unido (16,2%).

Em 2017, 6,8% dos imóveis vendidos a não residentes tinham um valor unitário igual ou superior a 500 mil euros. Mais de ¾ do valor das aquisições por não residentes localizou-se no Algarve (42,8%) e na Área Metropolitana de Lisboa (35,0%), tendo-se esta última destacado com o valor médio das aquisições mais elevado (276,8 mil euros).

joaobandarra@mixandblend.net'

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