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Ricardo Sousa, CEO da Century21 Portugal | Espanã

De acordo com o “I Observatório do Mercado de Habitação em Portugal”, da Century 21 Portugal, cerca de 19% dos que procuraram habitação não tiveram sucesso.

No inquérito, as pessoas inquiridas responderam as causas sobre as razões pelas quais não conseguiram o que pretendiam, 41,6% aponta o facto de não encontrar a casa que procurava e 31,9% refere, explicitamente, que se tratou de uma questão de preço, enquanto cerca de 9% concluiu que este não era o melhor momento para comprar.

E quais as principais renúncias que os portugueses fazem no momento de procurar casa para arrendar ou comprar? O factor de que mais portugueses prescindem é a piscina, com 38,4% a afirmar que estariam dispostos a abdicar deste extra. O segundo aspecto a que estão dispostos a renunciar é a dimensão da casa, com 26,9% dos consumidores a admitir a aquisição de uma habitação com uma área menor à inicialmente pretendida. Já 23,6% renunciaria a que fosse uma habitação nova e sem necessidade de remodelações e 23, 2% consideraria a possibilidade de abdicar da zona onde pretendia viver. Porém, há aspectos fundamentais na procura de habitação, dos quais os portugueses não admitem abdicar. Os factores que são mais difíceis de desistir são o número de casas de banho, de quartos e a arrumação, e 10,7% afirma mesmo que não renunciaria a nada.

No universo da pesquisa dos portugueses, a habitação mais procurada é um apartamento num prédio (61,2%), em segunda mão e sem necessitar de remodelações (60,2%), com três quartos (40,9%) e duas casas de banho (49,5%), com arrecadação (74,1%) e garagem (73,1%), com uma área entre 91 e 120 m2, (24,1%) localizada em zonas periféricas do centro (43%) ou mesmo nas áreas centrais da cidade (42,2%). O preço médio que os portugueses estão dispostos a pagar é inferior a 138 623 euros, financiados por um crédito à habitação que não supere os 500 euros mensais.

Ricardo Sousa, CEO da Century 21 Portugal, explica que “a maioria dos portugueses está disposta a procurar áreas mais reduzidas, mas que dificilmente abdica de quartos, casas de banho e arrumos. Esta constatação incentiva a equacionar novos conceitos de construção, em open space por exemplo, que permitam estruturar o número de quartos, de acordo com as necessidades das famílias, possibilitando assim maior flexibilidade a quem compra para adaptar a área do imóvel ao número de divisões que necessita. Outra solução que também deve ser considerada é o recurso a técnicas de construção mais inovadoras e sustentáveis, que permitem prazos menores de edificação e consequente redução de custos de produção, maior flexibilidade de customização no final de obra, bem como a adopção de sistemas que minimizem o impacto ambiental da habitação”.

O responsável admite ainda que “é fundamental que a legislação acompanhe estas novas tendências habitacionais, tal como está a acontecer noutros países da Europa, onde estão a ser estudadas e implementadas novas medidas para tornar a habitação mais flexível e adequada às necessidades dos consumidores “.

O I Observatório do Mercado da Habitação em Portugal identifica as linhas de orientação que os agentes do sector podem seguir, para dar resposta às soluções de habitação mais ajustadas às pretensões das famílias portuguesas.

joaobandarra@mixandblend.net'

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