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Century21 Portugal


Comecei a trabalhar em interiores há 20 anos e ao longo deste tempo fui assistindo ao colapso dos mais enraizados mitos sobre decoração de interiores em Portugal. Ao contrário do que acontecia em países culturalmente mais actualizados, onde contratar um decorador desde sempre foi visto como um sinal evidente de evolução cultural e requinte, no nosso pais, mais fechado por muitos anos de ditadura, um decorador, para além de ser visto como o parente pobre do arquitecto era também uma ajuda bastante dispensável para qualquer pessoa de “bom berço”… quem contratava um decorador estava obviamente numa escalada social e precisava de disfarçar a sua falta de “bom gosto” que deveria ter sido absorvido no útero.

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A abertura do país a outras culturas, a exposição a todos os tipos de comunicação social, o facto de a população ter passado a viajar mais e a estudar fora, abriu uma cortina cultural que até então estava fechada e que permitiu que o país crescesse intelectualmente e se actualizasse.

Com o passar dos anos, a profissão foi ganhando a credibilidade que merece, graças a uma mão cheia de extraordinários profissionais que deixaram na história das artes decorativas em Portugal a sua indubitável marca de qualidade, autenticidade e originalidade.

Lucien Donat, Maria José Salaviza, Pedro Guimarães, Graça Viterbo, são alguns dos nomes que fizeram história, com profissionalismo e qualidade. Foram uma geração de pioneiros que abriram portas e inspiraram tantos de nós a seguir um sonho, a profissionalizar um dom e a trabalhar em interiores com paixão e garra.

Hoje em dia, quando olho para o nosso pais e para a profissão de decorador de interiores, vejo uma actividade talvez não em expansão porque isso foi o que aconteceu nos anos 90 e talvez não tenha sido da forma mais séria, mas vejo uma profissão que é muito querida pelas pessoas quando feita com rigor e originalidade. Culturalmente ultrapassámos o tabu de ser um país onde quem recorria a um decorador era uma pessoa com dinheiro novo e sem educação, para sermos um pais onde contratar os serviços de um decorador passou a ser visto como uma ferramenta para uma vida mais feliz e equilibrada.

Grande parte dos Portugueses, hoje em dia, tem a noção que se conseguirmos que a nossa casa espelhe, de forma coerente, a nossa personalidade e as nossas aspirações pessoais e isso acontecer de forma organizada e esteticamente agradável, vários outros aspectos da nossa vida podem beneficiar desse equilíbrio. Uma casa feliz pode ser o passaporte para uma vida, pessoal e profissional, mais completa, estável e realizada. Viver numa casa bonita torna-nos mais equilibrados e, no limite, felizes.

Os Portugueses perceberam que ter bom gosto e uma boa educação não são os dois únicos requisitos para executar com sucesso um bom projecto de interiores. E que aliar o nosso gosto à experiência e conhecimentos técnicos de um profissional é, não só, um ato de inteligência como uma prova evidente de algum requinte e mundo.

Alguns dos projectos de Maria Barros:

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Colaboração: Maria Barros

Design e Decoração de Interiores

http://www.mariabarros.com/

http://addicted-to-style.com/category/my-designs/

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joaobandarra@mixandblend.net'

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