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Century21 Portugal


Rcardo Sousa no Observatório Imobiliário Portugal

“Crédito à habitação mesmo com restrições tem conseguido dar resposta à compra de casa por parte das famílias portuguesas”, garante Ricardo Sousa, CEO da Century21.

 

Apesar do Banco de Portugal (BdP) divulgar que os empréstimos concedidos pelos bancos a particulares para habitação continuaram a cair  em Abril (-1,4%), assim como os empréstimos concedidos a sociedades não financeiras (-1,0%), Ricardo Sousa, CEO da Century 21 revela que mesmo com as dificuldades nos critérios de acesso ao crédito, os portugueses têm vindo a demostrar flexibilidade para encontrar soluções de habitação ajustadas às suas necessidades, abdicando da zona de preferência, de alguns extras ou no tamanho nos imóveis que selecionam.

Contudo, admite que “os critérios de acesso ao crédito habitação não são fáceis de cumprir por uma grande parte da população, tendo em conta elementos como o LTV e Taxa de Esforço, o que também traduz o posicionamento conservador dos bancos, que consideramos um factor positivo”. O responsável lembra que o Banco Central também pretende manter esta tendência de conservadorismo no mercado ao implementar, dia 1 de Julho, novas regras com orientações para os bancos limitarem o financiamento no crédito à habitação a 90% do valor da avaliação do imóvel, ou do valor de venda- o mais baixo dos dois – bem como para limitar a 30 anos o período máximo do crédito habitação. “Porém, acredito que iremos continuar a verificar um aumento contínuo do Montante das Novas Operações de Crédito à Habitação e que mais famílias irão aceder a soluções de crédito à habitação”, salienta.

De recordar, que a taxa de juro média dos novos créditos a particulares para habitação diminuiu três pontos base, para 1,46%, em Abril face a Março, tendo estas novas operações somado 783 milhões de euros. Em Março, o volume de novas operações para compra de casa tinha sido de 876 milhões de euros, o máximo desde Julho de 2010, e a taxa de juro média tinha-se fixado nos 1,49%.

Para o conjunto da área do Euro, as tva nos empréstimos a sociedades não financeiras e a particulares (habitação) foram de 2,4% e 2,9%, respectivamente, por comparação com 2,2% e 3,0% verificadas em Março.

 

joaobandarra@mixandblend.net'

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