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A Câmara de Lisboa aprovou a aquisição de imóveis privados “prontos a habitar” para ampliar o parque municipal, nomeadamente casas convertidas em alojamento local, com críticas da oposição à “má opção” e ao “desnorte” da autarquia.

A proposta, subscrita pela vereadora responsável pelo pelouro da Habitação, Paula Marques, e que teve os votos a favor de PS e BE, contra do PSD e do CDS-PP e abstenção do PCP, prevê o reforço do parque habitacional municipal “através da aquisição de fogos devolutos provenientes do sector privado, nomeadamente habitações actualmente no mercado de Alojamento Local, de preferência no mesmo conjunto habitacional ou edifício, em estado de imediata utilização e afectação aos programas habitacionais do município”.

De acordo com a proposta, a autarquia deverá iniciar de imediato uma consulta ao mercado, com vista à preparação de um caderno de encargos para concurso público de aquisição de fogos.

Em declarações anteriores à Lusa, Paula Marques referiu que há “casas prontas”, prédios inteiros que em tempos foram habitação de famílias e transitaram para o alojamento local.

Contudo, acrescentou, devido à pandemia de covid-19 o negócio “que não vai voltar a ser o mesmo nos tempos mais próximos”, pelo que a Câmara deve estar “atenta ao mercado”.

“Há uma quebra no alojamento local, há uma quebra no mercado. A Câmara deve estar atenta ao mercado para perceber como é que este momento que estamos a viver pode aumentar o nosso parque”, insistiu. O ‘foco’ da proposta, reiterou, é para “casas que estejam prontas a habitar e que possam ser postas rapidamente à disposição das famílias”, já que a reabilitação do património público, que deve continuar, demora mais tempo.

joaobandarra@mixandblend.net'

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