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O Banco Central Europeu (BCE) anunciou que as taxas se irão manter nos níveis actuais por mais tempo do que o previsto, terá um impacto nas prestações dos créditos nos diversos países da zona euro, que se manterão baixas pelo menos até 2020.

O BCE decidiu manter em 0% a principal taxa de refinanciamento, deixando também inalterada em 0,25% a taxa de facilidade permanente de cedência de liquidez, e o supervisor também anunciou que não vai subir as taxas de juro até ao final do ano, devido aos riscos de abrandamento da economia da zona euro, quando previa anteriormente deixar as taxas inalteradas “pelo menos até ao verão de 2019”.

Os juros do BCE correspondem à taxa que os bancos devem pagar quando pedem dinheiro emprestado ao supervisor da zona euro, influenciado as taxas Euribor, que correspondem à média dos juros que um conjunto de bancos da região aplica nos empréstimos que fazem entre si, num determinado prazo.

As taxas Euribor, por sua vez, servem de indexante, ou seja, são utilizadas como taxas de referência, nos créditos bancários, reflectindo-se no valor das prestações mensais.

“As medidas hoje anunciadas pelo BCE têm como objectivo aumentar a concessão de crédito, e também manter as taxas de juro baixas nos próximos tempos, mas estará nas mãos dos bancos essa decisão [de conceder crédito], sobretudo na componente das famílias”, explicou Filipe Garcia, acrescentando que “não serão as taxas de juro o obstáculo à concessão de crédito”.

“Tem tudo a ver com os bancos, nomeadamente no que respeita o crédito à habitação e ao consumo”, frisou o economista da IMF – Informação de Mercados Financeiros.

joaobandarra@mixandblend.net'

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